Goiás conquistou a maior nota em transparência na execução de obras públicas em 2025, segundo a nova rodada do Índice de Transparência e Governança Pública (ITGP), divulgada nesta terça-feira (30/9). O estado registrou 95 pontos. A média nacional do levantamento foi de 63 pontos. Bahia e Tocantins tiveram o desempenho mais baixo, com apenas 23 pontos cada, empatando na última colocação.

Apenas Goiás e Ceará apresentam transparência de obras públicas, com plataformas de informações completas sobre as execuções física e financeira desses projetos em 2025. O estudo também mostra que apenas três unidades da federação prestam contas integralmente sobre emendas: Acre, Minas Gerais e o Distrito Federal.

O levantamento, produzido pela Transparência Internacional – Brasil, avaliou os 26 governos estaduais e a gestão do Distrito Federal, revelando o que a organização classifica como "falhas graves" no quesito transparência. Segundo a ONG, os gargalos identificados “se tornam ainda mais relevantes diante das recentes tentativas no Congresso Nacional de dificultar investigações contra parlamentares, inclusive sobre desvios de recursos de emendas”.

Os pesquisadores adotaram 106 critérios de transparência e atribuíram notas entre zero e 100 aos estados avaliados. Os entes federativos foram classificados em cinco faixas a partir dos valores que foram atribuídos. As categorias são “ótimo” (80-100 pontos), “bom” (60-79,9), “regular” (40-59,9), “ruim” (20-39,9) e “péssimo” (0-19,9). Dentro disso, o Estado de Goiás aparece em 2º no ranking de melhor índice de transparência e governança pública 2025.
 
A média nacional no índice de 2025 foi de 68,8 pontos, estando na categoria “bom”. Os estados melhores colocados são Espírito Santo (95), Goiás (93), Minas Gerais (89), Ceará (89), Distrito Federal (85) e Alagoas (81) — todos classificados como “ótimo”. São Paulo aparece na décima posição com 76 pontos e o Rio de Janeiro ocupa o décimo sétimo lugar no ranking, com 64 pontos, ambos na categoria “bom”.
 
Já os piores colocados são Amapá (47), Roraima (48), Acre (50), Piauí (51) e Sergipe (51), todos classificados como “regular”. Neste ano, nenhum estado esteve nas categorias “ruim” ou “péssimo”.