
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve passar por uma ampla reformulação a partir de abril de 2026. Quase metade dos ministérios pode sofrer alterações com a saída de titulares que pretendem disputar as eleições municipais, estaduais e federais.
Entre as primeiras mudanças previstas estão as saídas de Fernando Haddad (Fazenda) e Ricardo Lewandowski (Justiça). Outros nomes considerados certos para deixar os cargos incluem Marina Silva (Meio Ambiente), Simone Tebet (Planejamento), Renan Filho (Transportes) e Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos).
A orientação do Planalto é priorizar a substituição por secretários-executivos e profissionais técnicos que já atuam como número dois nas pastas. O objetivo é manter a máquina administrativa funcionando e evitar descontinuidade em obras e programas governamentais.
O presidente Lula afirmou que não pretende barrar candidaturas, mas fará conversas individuais com os ministros que optarem pela disputa eleitoral. A expectativa é que mais de 20 auxiliares deixem o governo para se lançar em campanhas.
As saídas ocorrem em um contexto eleitoral complexo, com ministros em busca vagas no Senado, Câmara dos Deputados, governos estaduais e prefeituras. A reformulação testará a capacidade de governabilidade da administração federal no período pré-eleitoral.








